----- Original Message -----
From: ALYSSON: TENHO MEDO QUE O CAMINHO VIRE UMA SEITA
To: 'contato@caiofabio.com'
Sent: Thursday, May 04, 2006 2:14 PM
Subject: PREOCUPAÇÕES
Pastor Caio e amigos,
É um prazer para mim está contribuindo para a disseminação do evangelho de Cristo, na acepção da palavra Evangelho, pois tenho notado que o que a igreja instituicional prega não é mais evangelho, só o nome, uma vez que o conteúdo não está libertando e dando paz, mas aprisionando e gerando medo nos "fiéis".
O "motor" para a propagação desse "evangelho" é o medo. Medo do que Deus pode fazer; medo de pecar; medo de se expor; medo de dizer o que pensa e ser taxado de rebelde; medo, medo, medo...
Como eu já criticava esses ensinamentos mesmo dentro de tais "igrejas", sobretudo os líderes, o que era pior para mim, mas melhor para minha consciência em Deus, a minha situação dentro das mesmas se tornou insurpotável. Tenho amigos ainda lá. E gente boa de Deus. Porém, percebo que ainda têm medo de serem livres; de andarem com os próprios pés, com Deus, visto que o nome "evangélico" ainda tem muito peso de “salvação” para os tais. O que seria ser apenas discípulo de Cristo, sem ser evangélico? Isso também vale para católicos e qualquer outro que se legitime diante de Deus como “a igreja escolhida”. Para muitos a sensação seria como ser desviado, ou, fatalmente, membro de alguma seita. De fato, muitos que combateram as posturas oficiais eclesiásticas não tiverem um espírito leve, centrado no evangelho, de boa consciência, mas acabaram mergulhando em espíritos sectários, onde só eles fossem os detentores da verdade e o resto iria para o inferno e estaria corrompido. Daí, surgiram a literatura própria, a liturgia particular, as doidices, as quais os tornaram ainda piores que os primeiros, a quem combatiam.
Quando cheguei ao Caminho da Graça, ponderei todas essas questões e encontrei o que eu cria e discernia como sendo a Palavra de Deus já há um bom tempo. E sei que defender o evangelho e a graça de Deus genuína acarretará perseguições, calúnias, acusações, difamações e etc, por parte dos que se sentem atingidos, isto é, daqueles que falsificam a Palavra segundo seus preceitos humanos e chamam isto de sagrado, inspirado por Deus, revelado e oficialmente correto. Portanto, tô "cagando e andando" pra quem me chamar de membro de seita, modernista, relativizador da Palavra ou qualquer coisa do gênero, vindo das "intituições oficiais".
Sempre foi assim, desde os profetas, passando por Jesus, os apóstolos (a Igreja foi chamada de seita, conforme Atos), Lutero e outros. Agora, preocupa-me e muito onde o Caminho da Graça vai parar, pelo espantoso crescimento. Não quero ver essa obra maravilhosa se tornar no que se tornou a "igreja". Pior ainda: realmente desenvolver um espírito doido de seita.
Assim, como um irmão e colaborador dessa obra, gostaria de chamar atenção para isso. Se for para se tornar isso, não farei mais parte. Seria melhor destruir tudo, à semelhança de Jesus, que deixou claro que o templo não era nada se comparado à pessoa, quando disse que o detruiria e reedificaria em três dias. Todos hoje sabem que ele falava de si próprio, e conseqüentemente da redenção, mas os judeus não, e o templo era o símbolo máximo da sua fé. Então, prestem atenção nisso, pelo amor de Deus, e não deixem que isso aconteça!
Já vi algumas poucas coisas que me deixaram pouco preocupado.
Exemplos:
1 - "É meu desejo unificar a visão e a mensagem do Caminho. Portanto, além do "Sem Barganhas com Deus" (que é o nosso livro texto acerca da visão-de-conteúdo), temos que estimular a todos "os do Caminho" a lerem e divulguarem o booklet "O Caminho da Graça Para Todos", bem como a leitura diária do site." (extraído do texto intitulado por "Assim no caminho como também no corpo de Cristo")
Nosso "livro texto"? Eu não terei outro "livro texto" senão a Bíblia. Se um dia não gostarem, só posso dizer "um abraço"! Servirei a Deus somente em minha casa. Acho que se deveria diferenciar entre "livro texto" e livro recomendado como ajuda na compreensão do evangelho. Cabe ressaltar que não idolatro a Bíblia e não a trato cegamente como Palavra de Deus em todas as circunstâncias, pois tenho convicção que só será Palavra de Deus quando for vivificada pelo Espírito, caso contrário, o próprio Satanás estaria dizendo a Palavra de Deus para Jesus no deserto, e tudo o que se ensina nas "igrejas oficiais" estaria absolutamente correto, já que é retirado da Bíblia. Agora, para mim, na minha vida pessoal, é a Palavra de Deus, pois creio que Jesus é a Verdade (a Palavra, o verbo encarnado) e seu Espírito é quem me ensina, tranformando o que está impresso em palavras vivas. Sei que vocês devem pensar assim também, mas acho importante ressaltar que a Palavra de Deus é o que está em primeiro lugar para nós e que não a substituímos por qualquer seja o livro.
2 - Então, ao refletir sobre o texto, fiquei ainda mais convicto do seguinte:
“Fora do Caminho da Graça em Cristo não há caminho a ser feito! Fora do Caminho da Graça que nos expõem a verdade do ser, qualquer caminho leva à morte. Ou se É o que se É, ou não há o que ser, sem que isso que somos-sem-ser nos mate!" (extraído do texto "Ananias e Safira no Caminho da Graça")
Achei esse trocadilho um pouco infeliz. Parece que só quem faz parte do nosso grupo terá salvação. Entendo que o "Caminho da Graça" ali colocado deve estar sendo utilizado no sentido literal, ou seja, o caminho a se percorrer na vida, conforme a graça de Deus. Contudo, ao se colocar com letras maiúsculas, fica-me evidente um trocadilho entre o sentido literal e a obra da qual fazemos parte. Isso, além de poder parecer (apenas PARECER) para alguns um espírito de seita, ainda afasta quem poderia estar recebendo o evangelho da graça e sendo liberto, por causa de uma pequena coisa, sem importância para o conteúdo da mensagem. Tenho certeza que se visitassem uma estação do Caminho da Graça não teriam essa impressão; porém, tendo um preconceito, ficaria mais difícil.
Minha intenção é apenas chamar atenção para essas coisas, para o melhor, não para fazer uma crítica vazia. Isso porque tenho amor ao evangelho e tudo o que estamos fazendo. Nunca me senti tão bem com um grupo de irmãos e que cressem de maneira tão sóbria como vocês.
Abraços,
Alysson
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Resposta:
Amado Alysson: Graça e Paz!
Acima de tudo, saiba: amo você e sei que você não está aqui por acaso!
Vamos lá:
Está claro que você é você e não precisa ter medo de deixar de ser você! “... medo, medo, medo...” é sempre um forte motor; até quando se tem medo de estar com medo de estar sem medo!
Você foi franco acerca de suas preocupações; e, portanto, deverá ter a maturidade para ouvir com franqueza a resposta.
Antes de tudo quero lhe dizer que os grupos menores são aqueles onde melhor se finca o espírito da seita!
Gostaria de dizer que de fato você está muito angustiado com “letras e palavras”. Sim, porque “livro-texto” é o que o livro “Sem Barganhas com Deus” é para nós; e isto é assim sobretudo porque, nele, quem quer que o leia, nada mais encontrará do que o Evangelho. E mais: achará o Evangelho e adesconstrução que ele gera em todo e qualquer espírito de seita. Não é possível que alguém leia os textos mencionados, leia meu site, ouça o que digo, e, ainda assim, tenha esse tipo de preocupação. De fato, ou você não leu o livro (s) ou então se tornou seletivo em relação aos fatos esmagadores que dão testemunho do contrário. E você e todos sabem disto!
Ora, você “implicou” com o “livro-texto”, e disse que a Bíblia é que é o seu livro. Entretanto, disse que não havia “literalidade” em sua relação com a Bíblia, mas sim com o espírito da Palavra. Ora, se é assim, deixando de lado o “espírito religioso” que subjaz em suas declarações, esqueça o livro-texto e apenas me responda duas perguntas:
1) O que está escrito no “Sem Barganhas”, sendo lido de verdade, como os Bereanos, e não apenas dando uma “pincelada de passagam”, é ou não é a mais simples explicação do Evangelho que você conhece, tal qual ele se apresenta no Novo Testamento? Sim, pois se você conhecer algo mais direto, claro, aberto, fiel ao espírito de Jesus, e de acordo com os Apóstolos e Profetas, me indique, pois, saiba, meu querido: terei prazer em adotá-lo na hora!
2) Por que será que havendo abundância de Bíblias entre os cristãos, especialmente os evangélicos, ainda assim o que se criou, e não é de agora, é apenas uma seita, chamada de modo justo de tal coisa? Ora, nesse caso, a Bíblia não é suficiente para impedir a seitificação da religião. E por quê? Eu sei que você sabe que não basta haver “Bíblias-livros” disponíveis aos cristãos; pois, o que prevalece é a interpretação oficial, a qual, desde o 2º século, não lê as Escrituras a partir de Jesus, mas sim Jesus a partir das Escrituras; que é o que causa o surgimento do Jesus-Frankstein, o qual é uma “montagem” tirada das Escrituras; pois, diferentemente dos primeiros discípulos e especialmente de Paulo, passou-se a “ler Jesus” sob a ótica de toda a Escritura, razão pela qual o “Jesus do Cristianismo” é tão diferente do Jesus do Evangelho. E por quê será? Ora, é que não sed tendo a “Chave Hermenêutica”, que é Cristo Jesus Encarnado, a Bíblia passa a ser a “mãe de todas as heresias”. E mais: o que o “Sem Barganhas” pode ajudar neste sentido? Minha resposta pode ser necessária ainda para você, porém milheres que lêem o site todos os dias, gritariam antes de mim o que aqui, insensatamente, direi a você, ainda que de modo casativamente repetitivo: Porque no ‘Sem Barganhas’, assim como em 1984 no meu livro ‘Seguir Jesus: o mais fascinante projeto de vida” (bem como em centenas de textos do site) eu afirmo, contra toda a hermenêutica prevalente e adotada, que Jesus é a Chave Hermenêutica para se entender não apenas a Bíblia; mas, na Bíblia, a Palavra; pois, depois da Encarnação do Verbo, a interpretação da Escritura já está feita. Afinal, o Verbo, a Palavra, se fez carne; e, portanto, é em Jesus que tenho tudo quanto significa Palavra de Deus para a vida humana. Sua pergunta, então, continua: “Mas o que o ‘Sem Barganhas’ tem a ver com isto?” Ora, a resposta é simples: procure em toda a literatura cristã disponível um único autor que tenha ousado romper com esse paradigma hermenêutico, o qual lê Jesus a partir da Escritura, e tenha tido a coragem de dizer que é justamente o oposto! Sim, ache e me indique; pois, para que você não se sinta mal, adotá-lo-ei na mesma hora. O problema, meu querido, é que quem conhece teologia e a história do pensamento cristão, sabe que não há tal coisa por aí; sendo que é esse “elemento” justamente aquilo que pode preservar a igreja de Cristo de virar a “igreja dos cristãos” e de suas doutrinas e teologias.
Mais ou menos umas três vezes você escreveu acerca de nós como “vocês”, como “eles”, ou como “deles”. O que isto diz a você? Você diria que está dentro mesmo? “Vocês” nunca faz nós. “Neles” sempre falta eu. E o que é “deles”, não é meu. Será que não há aqui a declaração inconsciente de um rapaz que está, mas não está; que se dá, embora tema se entregar; que ama, mas detesta declarar; que se identifica, porém precise sempre se diferenciar?
Além disso, sua ênfase nas “letras grandes e maiúsculas” ou no Caminho da Graça como sendo algo que se confunda com o “Caminho da Graça”...; me perdoe, mas é de um luxo inconcebível. É angustia de exegetas e de filólogos! Eu, por exemplo, trato a palavra Caminho tanto como a jornada da fé em Jesus, como também me refiro ao Caminho da Graça como o movimento que hoje experimentamos. Porém, preferencialmente, a fim de não deixar dúvidas quanto a qualquer espírito de “exclusivismo”, minha referência mais comum é “aos do Caminho”, expressão que aparece em Atos a fim de designar os discípulos de Jesus onde quer que estejam.
Sua carta me levou, como diria Paulo, à insensatez! Sim, porque tive que dizer a você o que outros dizem faz tempo, como, por exemplo, meu amigo Ariovaldo Ramos, o qual, quando leu (1985) no “Seguir Jesus: o mais fascinante projeto de vida”, a minha declaração de que Jesus era a Única Chave Hermenêutica para se entender a Palavra, me disse: “Preacher! Você tocou no que nunca antes se tocou! Isto muda tudo!”
Todavia, dada a sua angustia, me tornei insensato a fim de que você se torne sábio. E espero que aproveite, pois falo com meu melhor coração!
Assim, meu amigo, para que eu não re-escreva para você meus livros passados; para que não tenha que re-viver os últimos 32 anos apenas para provar-lhe alguma coisa; e também para que não tenha que demonstrar que se você tem essa “preocupação”, de fato, essa foi a “briga de minha vida”, e continua a ser — peço apenas que não seja tomado de “espasmos”, mas que leia e se dedique ao discernimento do todo, e não de letras e palavras; sem maiúsculas ou minúsculas; pois se as da Escritura matam, que não dizer das minhas?
Quanto ao que o Marcelo Quintela, da Estação de Santos, escreveu sobre “Ananias e Safira no Caminho da Graça” — digo-lhe que caso você o conhecesse e soubesse qual é a mente e o coração dele, jamais teria tal angustia; pois, saiba: ficarei feliz quando cada um “dos do Caminho” ou do “Caminho da Graça”, venham a discernir o Caminho da Graça conforme o Evangelho, do jeito e do modo como ele o discerniu com alegria e sem traumas; e mais: com longo conhecimento dos processos que antecederam a minha decisão e a de todos os que a mim se uniram em confiança, esperança e fé nesta Hora de Deus para o Seu Povo!
Se, porém, você se preocupa com os que poderiam entender mal... Meu Deus! O que dizer?
Sim, porque se você, que supostamente teria acesso a todas as informações, e que chega mesmo a dizer que quem quer que venha e veja o que está acontecendo aqui em Brasília jamais teria tal impressão...— como pode você mesmo ter tais dúvidas?
Nesse caso, eu teria que pensar que você diz que não teme nada, mas fica apavorado com tudo; ou não teme mesmo, mas gosta de criar um temor; ou sabe que está tudo bem, porém gosta de brincar de medos e fantasmas.
Ora, assumindo sempre o melhor, minha impressão é de que você não está falando com a razão, mas apenas ecoando algo que vem de seus temores mais antigos e relacionados com as “seitas evangélicas” nas quais você já esteve. Nesse caso, não estamos falando de nada objetivo, mas sim de suas subjetividades.
No que tange a tentar “proteger” o “Caminho da Graça” do espírito de seita, saiba: não é preciso, por duas razões: a primeira é que, sendo de Deus, Ele mesmo cuida (nem que para isto alguns Ananias e Safiras experimentem a liberdade da Graça como juízo); também não é preciso porque meu compromisso é com minha geração, pois basta a cada discípulo o servir a Deus em seu próprio tempo. E o que posso lhe garantir, meu amigo, é que enquanto eu estiver aqui, desejo ver quem será o palhaço que se levantará para tentar perverter o que é santo e que é obra do Espírito de Deus.
Ora, quando afirmo tudo isto o faço não em teoria. Afinal, meu irmão, em 1994 eu olhei para a Vinde, que para muitos era um império cristão no Brasil, e disse: “Eu era muito mais feliz no início do que agora. E o Senhor sabe que não quero me dar a nada que se torne um fim em si mesmo. Por isto, se o Senhor desejar, pode derrubar tudo isto diante de meus olhos; pois sei que há tempo de construir e tempo de derribar.”
Portanto, não estou brincando de Evangelho e nem de viver um processo contínuo de construção segundo o espírito da Palavra; e sempre lutando e propondo que as coisas jamais se tornem um fim em si mesmas.
Meu filho (chamo você assim porque tenho pelo menos dois filhos mais velhos que você), antes de você nascer, eu já cria assim; e enquanto punham fraldas em você e limpavam sua boquinha de criança, eu já bradava contra tudo isto. E tenho a história toda como testemunho do que digo e disse; sem falar que tudo está escrito e gravado. Portanto, não inauguro uma Era nem para mim mesmo neste particular!
Diferentemente do espírito de seita, que aprisiona, que clona, que cala, que impede, que controla, que averigua, que poda, que condiciona, que se torna exclusivista, etc...— o que você vê, ouve e assiste em mim, é justamente o contrário; posto que eu não conheço nenhum lugar onde os processos de individuação estejam e sejam mais acelerados do que esse que hoje, pela Graça, todos experimentam no “Caminho da Graça”; e isto apenas porque há Graça no caminho de todos “os do Caminho”.
Concluindo, digo-lhe que sua preocupação é bem-vinda, embora, honestamente, me pareça mais o fruto de seus traumas de “igreja” (portanto, habitando a sua subjetividade apenas), do que algo que, hoje, tenha qualquer que seja o sentido de realidade. E se um dia alguém ou alguns desejarem que seja assim, e se eu ainda estiver aqui, saiba: com minhas próprias mãos, mais uma vez, derrubarei aquilo que deseje falsificar a Palavra da Graça. E se eu não mais estiver, espero não gerar nenhum discípulo idiota, do tipo “calvinista cego”, “armeniano afoito”, ou de qualquer outro tipo, os quais sempre pervertem o sentido original do proponente histórico, estivesse ele certo ou nem tanto. Cada um desses, antes que seus nomes virassem “ismos”, em seu tempo, foram vozes do Evangelho, com todas as limitações da época. Entretanto, posteriormente os que se disseram e se dizem “seus discípulos”, os transformaram em “telhados baixos” de algo que só tem Fundamento e Pedra de Esquina, estando aberto não só à renovação da mente, mas também para se fazer atual em cada nova geração.
Assim, que ninguém confunda Lutero com Luteranismo, e nem Calvino com Calvinismo!
Aliás, por falar em novas gerações e no medo de perversões, pensa para se mesmo em duas coisas:
A primeira é que quem somente olha o vento, nunca semeará; e quem somente olha a chuva, nunca colherá.
A segunda é que as tentativas atuais de dar “trilho” básico ao crescimento, tem a ver com essa ação “profilática” mínima de quem assume responsabilidade pelo rebanho-pensante que Deus a ele confiou; e, neste caso, a mim.
Ora, esta é a razão pela qual estamos tentando construir algo leve, porém com organicidade fundada nos dons; algo firme, porém apenas vinculado ao espírito do Evangelho; e algo sólido, ainda que tão somente inspirado no andar livre do hebreu, conforme tem sido minha cansativa ênfase faz alguns anos, desde meu livro “Oração Para Viver e Morrer” (1989-California).
Só para concluir quero lembrar a você que quem crê e ensina a Ordem de Melquizedeque, conforme o faço desde a minha juventude, asseverando a liberdade de Deus para fora de todas as fronteiras que Ele mesmo desejar, pode ser acusado ou objeto de qualquer preocupação, mas jamais de exclusivismo.
Afinal, quem põe a cara para fora e diz que a Redenção precede a Criação, pois o Cordeiro foi imolado antes de haver mundo (além das três menções no Novo Testamento), é seu amigo aqui. E tal afirmação poderia até me por num rol de pessoas tão para além da religião, que qualquer que fosse a preocupação de seitificação já nasceria morta. A menos que eu estivesse brincando de dizer e de sofrer por tudo o que digo. De fato, fosse esse o caso, eu deveria ser internado como Masoquista; sim, porque minha afirmações, não apenas desconstroem..., mas me põe, há anos, numa linha de enfrentamento que só se justifica em razão da minha total impossibilidade em fé de anunciar outra coisa.
Teria milhares de coisas mais a dizer, e todas baseadas em sua carta; mas não julgo que trarão qualquer edificação!
Mas se nem esse risco-sem-risco você quer correr, então, fica aqui minha sugestão: ou crie um grupo e o pastoreie, conforme o seu entendimento(e que Deus o guarde de fazer dele uma seita!); ou, então, fique em casa; o que, meu filho, seria trágico para você, não porque algum lugar tenha importância, mas apenas porque você ainda apenas pensa que sabe, mas de fato, está iniciando no caminho do saber. Nesse dia você saberá que somente sabe aquele que só sabe em amor.
Receba todo o meu carinho e minhas orações para que você não faça penteado de cabelo em ôvo cozido! Ao contrário: para que use essa sua inteligência para nos ajudar a construir algo bom; pois creio na sinceridade de seu coração. E falo isto na presença Daquele que vê!
Beijos amigos e carinhosos!
Nele, em Quem não há seitas, mas apenas a Humanidade inteira, posto que Ele é o Filho do Homem, e é Sacerdote para sempre, segundo a Ordem de Melquizedeque,
Caio
Ps: Leia o “Sem Barganhas”, o livro “O Caminho da Graça Para Todos”, e o site; pois, ninguém fica mais distante do que aquele que se julga muito próximo: é a famosa Síndrome de Nazaré! Ah! Uma boa olhada em suas angustias neste particular podem ajudar você a identificar a procedencia dessa aflição que, saiba, não nasceu aqui... Mas que ainda permanece em sua alma.