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TEXTOS > A NUEZA DA ALMA

Filme | CORAÇÕES LIVRES

LOCADORA | CORAÇÕES LIVRES
 
 
Dois Casais.
Um casal jovem, noivos e esperançosos. Outro, já na maturidade, três filhos, demonstrando os desgastes do relacionamento ao longo do tempo.

Baseado no “movimento Dogma 95” (não ter padrões comportamentais), a história mescla, entre os dois casais e sem melancolias piegas, as inclinações humanas suscetíveis ao erro em busca do amor perfeito e com seus piores defeitos aflorados decorrendo entre eles.
O casal de jovens é surpreendido quando o moço é atropelado deixando-o paraplégico. Quem atropela é a esposa de um médico que coincidentemente e a posteriori, vai tratar do jovem atropelado.
A esposa do médico fica com uma enorme preocupação e pede para que seu marido dê todo tratamento possível ao casal de jovens.
Já a moça, desesperada, encara um dos piores momentos de sua vida. Seu noivo que passa apenas a movimentar a cabeça, entra num estado de pânico a ponto de não querer ter contatos com sua noiva, devido a tragédia tão repentina. Ele começa a desprezá-la, e tenta chocá-la de todos os modos para que ela não sentisse “obrigação” em passar sua vida inteira cuidando de um moribundo encamado. Mesmo a garota com uma disposição em continuar o relacionamento, o seu noivo não aceita a sua decisão por não suportar a idéia de restringir e até mesmo, “estragar” a vida inteira de uma pessoa tão nova, bonita e saudável.

A história começa a se complicar quando o médico, impulsionado pela sua própria esposa, vê-se obrigado a oferecer toda assistência ao casal. Então não precisa pensar muito para saber o que acontece...
De um lado, um médico, com um casamento apresentando vários desgastes, e do outro, uma garota, frustrada, só e frágil.
Os dois passam a se ver com muita freqüência, afinal, ele também foi incumbido de ajudar a garota pela sua própria esposa que sentiu o drama e a tristeza daquela pobre moça.
Como se, ironicamente, parecesse que o rapaz paraplégico e a esposa do médico estimulassem os dois a se relacionarem, o fato é que isto aconteceu.

Com o contexto favorecendo essa relação, a história demonstra as formas que podem nos fazer ceder diante as situações complexas nas áreas vulneráveis de nossas vidas.
As propensões que uniram os dois são tão fortes e delicadas que talvez não nos permitiria “escapar” desse jogo de sentimentos e escolhas impulsivas.
Longe de fazer defesa de relações extraconjugais, a história apenas focaliza a forma e o contexto de como se pode iniciar uma tragédia, libidinosa e infeliz.

Essa história se passa no filme dinamarquês, “Corações livres”.
Quem o assiste, sabe quem é o “errado” da história, porém retrai todas as pedras a serem lançadas, pois em dados momentos, sua mente é levada ao lugar do transviado, por se identificar com os atos literalmente ou pela subserviência das fraquezas, desejos infames e atitudes lacradas na consciência, que nos remete a similaridade do que ocorre no filme.

Um filme que faz-nos valorizar princípios básicos como: sinceridade, fidelidade, maturidade, persistência e pureza. Faz-nos refletir o quanto esses elementos são indispensáveis para a vida e o quanto faz falta ter pessoas amorosas e idôneas para nos ajudar nesses momentos turbulentos.
 
O final do filme, não conto!
Assista um trecho do vídeo ao som de "YelloW" - Coldplay.
 
Moisés L. Gomes
 
11/04/2009
 
São Paulo
moises@caiofabio.com